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Rodrigo Hilbert


Do vinho de garrafão à tatuíra, o paladar de um dos astros dos gourmet shows mais festejados da televisão brasileira.

Pedro Mello e Souza

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Ator, modelo e, o que nos interessa, gourmet, Rodrigo Hilbert está de volta às origens. Não as dos holofotes, mas a das câmeras do programa Tempero de Família, do GNT, que chega em agosto, com sua sexta temporada. Se o programa dura, é porque o personagem, além de saber o que faz na cozinha, mostra uma desenvoltura que poucos apresentadores exibem, inclusive os internacionais. Mas a coisa faz sentido, já que ele gosta do que está fazendo e, principalmente, do que está preparando – e ainda vai preparar. “Gosto de tudo, experimento de tudo e não tenho nenhuma restrição alimentar, revela ele, em entrevista exclusiva para a Eatin’Out, anos depois de superar um certo trauma de infância por conta do coco, mas assumindo as origens simples da formação de seu paladar, falando com alegria quase incontida de sua família – e de seus temperos.

Qual foi a primeira grande iguaria da infância? Costuma fazê-la sempre?

Tatuíra frita. Eu ia para a praia surfar e, na hora que batia a fome, catava as tatuíras na beira do mar e fritava no óleo com sal. Depois temperava com limão e comia. No último verão, fomos passar férias no Sul e apresentei a “iguaria” às crianças. Adoraram! O sabor lembra camarão frito.

Qual o tempero de família que nunca esqueceu?

Coentro. Meu avô tinha uma hortinha do lado de casa e plantava coentro, cebolinha verde e salsinha. Minha mãe e minha avó cozinhavam com esses temperos.

Comia sem restrições quando era criança?

Odiava coco. Tem um vídeo caseiro de um aniversário em que eu, com uns quatro anos, aponto para o bolo e digo: “se tiver coco, eu cuspo!” (risos). Também não comia jiló, berinjela, mas hoje como de tudo e incluo todos esses ingredientes nas minhas receitas.

Muitas das receitas do Tempero de Família são de fora.Gosta de viajar para comer?

Sempre que penso em uma viagem, já procuro lugares que tenham culinária mais específica e interessante. Costumo procurar restaurantes com culinária bem local, lugares menos turísticos. Fujo de grandes redes e restaurantes muito famosos. E sempre procuro feiras locais e vou à caça de temperos e ingredientes exóticos. Em uma viagem recente a Nova Iorque, encontrei uma pimenta defumada, um tempero bem quente, e usei no preparo de uma carne. Ficou sensacional!

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Quais as ideias para o futuro do Tempero de Família?

Na próxima temporada, retornamos para o sítio. Depois, teremos uma de verão inspirada nos farofeiros, gravada em uma praia no Rio. E, em seguida, viajamos novamente, para um destino surpresa…

Tem alguma faca ou outro instrumento de estimação?

No primeiro episódio da primeira temporada, fiz uma faca que tenho e uso até hoje. E também fiz uma faca de presente para a primeira diretora do “Tempero…”, a Gisela Matta (in memorian), que guardo comigo.

Quais os restaurantes que gosta de ir?

Gosto muito de casas de suco e açaí. Sempre que estou em São Paulo, vou ao Maní. No Rio, gosto muito do CT Boucherie. Mas sou louco mesmo é por hambúrguer, então, em qualquer lugar do Brasil, a primeira coisa que pergunto é “qual é o melhor hambúrguer da cidade?”. Também gosto muito de churrascarias.

Qual o mais romântico?

A minha casa, depois que as crianças dormem! (risos)

Alguma decepção em restaurantes?

Algumas. Acho que não precisa ser o restaurante mais luxuoso ou a comida mais cara para que você seja bem atendido e coma bem. Pra mim, restaurante tem que combinar bom serviço com comida fresca e de qualidade.

O que pensa do experimentalismo na gastronomia?

Acho que a culinária é experimentação, sempre! É impossível fazer uma receita exatamente igual à outra. Gosto de modificar, acrescentando ou trocando ingredientes, dando a minha cara e o meu tempero para cada prato. Sem experimentalismo, perde a graça e fica chato.

Qual o primeiro vinho que provou?

Vinhos de garrafão feitos no interior de Santa Catarina.

Qual o seu estilo nos copos?

Não tenho costume de beber. Sou totalmente dos esportes, então prefiro evitar. No máximo um drinque ou uma taça de vinho, socialmente.

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O PERFIL DO GOURMET

Pão com… mortadela e limão. Sempre que ia pescar com meu pai, nosso lanche era um pão d’água (pão francês) e uma bisnaga de 1 quilo de mortadela.

Sorvete de… flocos. Era o melhor da sorveteria da minha cidade. Viciei.

Sopa de… macarrão caseiro com feijão.

Suco de… verde. Com grãos geminados, maçã, couve manteiga e gengibre.

Sanduíche de… x-salada. Minha tara! Corte de carne… vazio (fraldinha), rabada ou chuleta.

Os queijos favoritos… queijo colonial de Orleans, minha cidade natal. Você compra ele branquinho e vai deixando secar em casa. Gosto de queijo curado.

Alguma restrição alimentar? (algum dos frutos do mar, miúdos, etc)?
Nenhuma. Experimento tudo, não evito nada!

Como faz para queimar as calorias?
Pratico vários esportes, mas, no momento, tenho me dedicado mais ao ciclismo. Diante de tanta gastronomia, o que seu médico pensa disso?

Acho que tenho uma alimentação saudável. Mantenho uma dieta equilibrada durante a semana, mas acho que, como todo mundo, tenho o direito de chutar o balde de vez em quando! (risos)

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