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Pausa rápida para o café…e suas histórias !


Por Camila Farani, especial para Eatin’Out

Se algum dia o seu café demorar um pouco mais, não reclame. Afinal, do primeiro grão até a sua próxima xícara, foram necessários mais de 600 anos de preparo, em que a história contribuiu com temperos de tradição e de diplomacia; e que o lendário popular adoçou com toques de tradição, mística e muito charme.

O estímulo ao cérebro atendia aos pastores etíopes, a quem se atribui seu descobrimento, e aos religiosos iemenitas, que o usavam para manter a vigília nas rezas e até contribuir com o transe dos contatos divinos.

Dali, o café trilhou a rota do comércio e atingiu os turcos e os persas, partindo de portos como Aden e Moka, que hoje batiza tanto os grãos da região quanto um tipo de espresso com leite. Coube aos antigos muçulmanos disseminar a crença de que a infusão seria uma criação do arcanjo Gabriel para curar os males de um adoentado Maomé. E a batizaram de “qaweh”, um sinônimo que até o vinho ganhava na época.

Já na estrada da diplomacia, o café chegou ao Egito dos mercadores e, a partir daí, à Rússia dos czares, à Holanda dos navegadores, aos ingleses conquistadores e, finalmente, aos franceses dos bistrôs. Em tempos de guerra (e de lendas), os austríacos aproveitaram-se das sacas do grão, abandonadas pelos otomanos em fuga e, de Viena, onde surgiram os mais famosos pontos-de-venda do produto – e a moda que conquistou as cortes das Europas.

A chegada da bebida ao Brasil foi tortuosa. Elevado à condição de produto do comércio internacional, o café chegou à Ásia. Os franceses enforcavam todo aquele que fosse encontrado com alguma muda enrustida da planta. Mas o charme e o jeitinho brasileiro de um galante tenente Francisco de Mello Palheta contornou a ameaça, contrabandeando algumas mudas fornecidas por, dizem as línguas ferinas, uma encantada emissária, a própria mulher do governador.

O fato é que o cultivo – e o hábito – da bebida chegou ao Brasil e está enraizado há quase 300 anos. No início do século XX, as riquezas de sua produção levantaram fortunas, nortearam a economia e nomearam presidentes, um deles com o próprio café no nome. E atendeu a uma nascente indústria, a do café espresso, cujas máquinas surgiam na Itália.

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