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Entrevista: a Jornalista Renata Capucci.


Quem acompanha o perfil Spicy Life, no Instagram e no Facebook, não imagina que, por trás dos pratos ricos, das receitas fáceis e de muitas histórias gastronômicas ao redor do mundo está uma das personagens mais adoráveis do jornalismo brasileiro.

Pedro Mello e Souza

Foto de arquivo pessoal.

Renata Capucci

É Renata Capucci, que nos acostumamos a ver na bancada do Jornal Hoje, da TV Globo. Bom gosto e muita prática estão por trás do sorriso da gourmet, que, na companhia do marido Ivo, busca sabores, ideias e inspirações nos destinos mais cobiçados do mundo do paladar. No último deles, a Toscana, onde participou da caça às trufas – e de sua degustação, ali, no máximo do aroma da iguaria. Sob esse efeito inebriante, ela deu à Eatin’Out um depoimento sobre as suas aventuras entre pratos e copos.

Quando e como começou a vida de gourmet?
— A minha vida de gourmet é recente. Gostar de comer, eu sempre gostei, mas viajar pra comer, fazer reservas com antecedência, olhar menu de restaurante antes de chegar nele, fazer pesquisa, descobertas gastronômicas e curtir muito esse momento é coisa de 2009, 2010 pra cá. Virou um grande barato e cresce em progressão geométrica.

Qual o primeiro prato e qual a primeira receita?
— Não faço a mais vaga ideia. Mas o primeiro prato que amei foi o estrogonofe. Minha mãe me conta, que durante anos eu só queria comer estrogonofe. A minha primeira receita, um risoto.

Quem a influenciou?
— Minha mãe sempre cozinhou muito bem, mas só gostava de fazer comida de fim de semana, caprichada, nunca o trivial. Meu avô materno, italiano, fazia pasta fresca! E limpava o prato ao fim da refeição com um pedacinho de pão. Tenho muita saudade dele. Sempre que raspo o prato penso nele. Minha avó paterna também cozinhava muito bem, e sempre com muita fartura. Me lembro demais das mesas, na casa dela, cheias de comida.

O que gosta de preparar em casa?
— Saladas, sempre. Bem variadas, coloridas, eu e meu marido adoramos. Ensopados com legumes, legumes no forno, massas e risotos. E curries, de todos os tipos, com todos os temperos. Spicy food!

Quem são os melhores companheiros à mesa?
— Meu marido, Ivo, meu parceiro de todas as descobertas há 16 anos.

O que evita e o que não evita ter?
— Vísceras, nunca. Cordeiro, sempre.

O café da manhã ideal.
— Uma xícara de café Nescafé Gold, um bowl de iogurte grego com frutas vermelhas e granola e o The Times na mão.

Foto: Pedro Mello e Souza

The Ledbury, um dos favoritos, e as vieiras com carpaccio de couve flor, no Petrus, de Gordon Ramsey, e a barriga de porco crocante.

Um jantar inesquecível.
— No antigo restaurante do Gordon Ramsey, no hotel Claridges, em Londres. Foi tudo tão perfeito… Os garçons pareciam dançar um balé, no salão rosado. O vinho, o serviço e o beef wellington crocante e suculento cortado pelo maître à mesa. Também, tivemos noites memoráveis no Alain Ducasse, no Dorchester, com uma trufa branca absurdamente grande, no centro da mesa e em lascas, nos nossos pratos… No The Ledbury, em Notting Hill, no Chiltern Firehouse, maravilhoso! Todas as minhas melhores lembranças são em Londres, a cidade do meu coração.

Os restaurantes que descobriu no Brasil e lá fora.
— Se eu escolhesse um só, seria leviana. Sou eclética, gosto de muitos restaurantes e tenho prazer em voltar aos que me fazem suspirar!

O peixe imperdível.
— Em casa faço muito peixe – cherne ou salmão – com temperos e no forno. Em restaurante, peço sempre filé. Mas amo todos os frutos do mar. Sabe um prato que eu amo? A Padelatta do Anna que leva peixe, polvo, camarão, lula, lagostim, vieira, fava, vagem francesa, batata calabresa, tomate cereja e molho de tomate. Isso me faz muito feliz.

O corte de carne (e por quê?)
— Existe carne mais suculenta e deliciosa do que uma autêntica bisteca à fiorentina?

Um vinho branco, um tinto, um champanhe, um de sobremesa.
— Não sou especialista, não sei nomes de produtores, safras. Mas adoro vinhos! Os brancos, gosto dos bem minerais. Meus tintos favoritos são sempre italianos: amo os Brunellos e os Amarones. Champanhe, sempre geladíssimo e pouco, porque me dá dor de cabeça. E o vinho de sobremesa, deixo sempre por conta do sommelier. Já fui surpreendida com cada delícia…

Alain Ducasse e o filéa a Rossini, na página anterior, a jornalista e a trufa na exploração em Alba, Toscana.

Alain Ducasse e o filéa a Rossini, na página anterior, a jornalista e a trufa na exploração em Alba, Toscana.

Qual bebida, além do vinho?
— Gin tônica, com Hendricks e um pedacinho de pepino!

Qual a próxima receita?
— Certamente, voltarei inspirada do Piemonte. Estou indo neste momento pra Alba, e as trufas vão me render muitas ideias no retorno!

O que detesta em um restaurante?
— Serviço demorado, menu degustação que leva uma eternidade, e sommelier que fica empurrando vinhos com preços absurdos.

Como vai o Spicy Life?
— Gostaria de ter mais tempo pra me dedicar ao Spicy Life. Mas 24 horas tá pouco pra eu conseguir dar conta de ser mãe de duas meninas, dona de casa, mulher, cuidar de mim e do meu trabalho na TV. Atualmente, tenho postado mais no Instagram @spicy_life

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