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O outro lado da Toscana


A rota turística com pequenos segredos de um grande terroir
Homero Sodré – Fotos de Divulgação

Ahh… Toscana, sonho e destino preferido de quem vai à Itália. Seus cenários românticos, obras-primas renascentistas, gastronomia variada e vinhos harmônicos estão em todos os roteiros desta terra encantada. O ponto de partida é a magnifica Florença, recheada de esculturas e afrescos imponentes, restaurantes estrelados e adegas bem sortidas de ótimos chiantis e supertoscanos. Dali, o destino natural é o sul, a caminho de Siena, outro monumento cultural, cidade cercada pelos melhores vinhedos toscanos, reino dos brunellos e dos montepulcianos.
Existe no entanto, uma outra Toscana, pouco conhecida, menos exuberante, mas rica em atrações para o enoturista. Ao norte de Florença, indo para o interior, alcançamos Rufina e seu conjunto de vinhedos ancestrais, com tintos equilibrados e potentes. O Conzorcio Chianti Rufina – associação dos 23 produtores locais – fica na charmosa Villa Poggio Reale, onde se pode provar belos caldos como o Bellini Riserva, Il Pozzo, I Veron Riserva e os excelentes Pian dei Sorbi e Villa Bossi, ambos de Marchesi Gondi. Aliás, o Marquês Gondi, figura simpatícissima, funciona como um embaixador de Rufina em Florença, onde possui um imponente palácio. Se o enoturista der sorte, pode encontrá-lo ao jantar no restaurante GustaVino – boa dica para comer e degustar na cidade – e ser convidado para um vin santo e uma grappa de encerramento da noite, no terraço do palácio, com estonteante vista da cidade iluminada.

Adegas da Villa Capazzana

Adegas da Villa Capazzana

Seguindo a oeste em direção ao mar, chegamos à região de Carmignano, onde se produz vinho (os tintos usam a uva sangiovese, a mesma dos chianti) e azeite há três mil anos. O destaque é a Villa de Capezzana, fundada em 804, ou seja, 12 séculos de existência. A família do Conde Contini Bonnacossi administra a Villa desde o Renascimento – quando fornecia vinhos para os seus poderosos parentes florentinos, a familia Médici – e, para sorte nossa, seus antepassados recentes eram colecionadores, inclusive dos próprios vinhos que produziam. Por isso, pode-se provar vinhos produzidos a partir de 1925! Serena Bonacossi, Diretora da Capezzana, organiza degustações verticais (várias safras de um mesmo vinho) sob apontamento. Não deixem de provar o 1968, que, com seus 43 anos de vida, ainda se expressa com galhardia. Entre os modernos, sobressai o 1995, com aromas refinados e taninos expressivos. Vale ainda conhecer a pequena Piaggia, que produz seus Carmignano em Poggio a Caiano, logo ali ao lado.

Mudanças de rolhas (esquerda) e preparo das uvas do vin santo (direita)

Mudanças de rolhas (esquerda) e preparo das uvas do vin santo (direita)

Mais alguns quilômetros e estamos em Lucca – terra natal de Puccini – uma simpática vila medieval situada entre Pisa e Carrara, a meio caminho dos montes Apeninos. Aqui já se respira um pouco dos ventos mediterrâneos e as vinhas estão nos arredores, em Montecarlo. Na Fattoria di Montechiari são apenas cinco rótulos, o Merlot, o Cabernet, o Rosso (mistura dos dois anteriores), o branco e o espumante, mas a vista deslumbrante e o ambiente acolhedor completam o clima mágico que sempre encanta os amantes do vinho e da boa mesa. Em outra Fattoria, a La Torre, o menu degustação com 10 pratos, que vão dos crostinis al risotto affumicato e à faraona alla fattoressa, enriquece a mesa e ajuda a provar as combinações possíveis com os vinhos dos 14 produtores locais. Vermentino, Chardonnay, Merlot e Sangiovese passeiam pela mesa, mas a uva syrah domina a festa com o Stringaio IGT.

À esquerda, oliveiras na Villa Capezzana (alto)e seus lagares de azeite (baixo); à direita, vista panorâmica e detalhes de vinhedos toscanos.

À esquerda, oliveiras na Villa Capezzana (alto)e seus lagares de azeite (baixo); à direita, vista panorâmica e detalhes de vinhedos toscanos.

Concluindo o roteiro, voltamos aos clássicos no Chianti Clássico, em arredores florentinos. Primeiro, o Castello di Verrazzano e seu ótimo supertoscano Sassello IGT e seguindo para Fonterutoli, onde a família Mazzei produz vinhos há 600 anos e usou pela primeira vez o nome Chianti. A moderna vinícola impressiona pelo porte e tecnologia e os vinhos têm expressão marcante, especialmente o Castello di Fonterutoli e o Siepi IGT. A pequenina Villa Cafaggio, em Panzano in Chianti, oferece bom custo-benefício, como o Chianti Clássico 2008 a € 11,50. Os Cecchi, de Castelina in Chianti são o “gran finale” deste delicioso passeio pela Toscana e suas variadas facetas.

Arrivederci !

Um comentário
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  1. Adoro a Toscana, parabéns pela matéria.

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