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No Alentejo uma adega única no mundo, a 40 metros de profundidade.


A planície do nordeste Alentejano acolhe uma das estruturas mais singulares e belas do mundo dos vinhos. A Herdade do Freixo, concelho de Redondo, mima os seus néctares numa adega construída de raiz a 40 metros de profundidade. Uma obra de arquitetura e engenharia que surpreende. Os vinhos, merecem o mesmo cuidado nos detalhes e na diferenciação.

Créditos: Manuel Gomes da Costa

Vista aérea da propriedade. Os terrenos estão na família desde 1808. Créditos: Manuel Gomes da Costa

O arquiteto Frederico Valssassina conseguiu o seu primeiro propósito, esconder na planície uma adega com milhares de metros quadrados. A estrutura imiscui-se 40 metros abaixo do solo, esgueira-se sob as vinhas e, aí, onde não perturba a paisagem, revela o seu design arrojado, assente em linhas “limpas” e cruas.

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O corpo central desta adega construída de raiz e que desce até 40 metros de profundidade. É inevitável o paralelismo com o Museu Guggenheim, em Nova Iorque.

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Créditos: Fernando Guerra

Todos os espaços interiores recebem luz natural. Uma contibuição para a eficiência energética do edifício. Até ao momento foram investidos mais de dez milhões de euros em todo o complexo.

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Créditos: Fernando Guerra

É engenhosa a forma como a luz solar chega desde as alturas. Uma enorme claraboia fincada no topo da estrutura. Lá no alto, a quase 40 metros, vemos o desfile de nuvens estampadas no céu azul. Toda a estrutura subterrânea recebe estes focos de luz natural.

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Créditos: Fernando Guerra

Formas elegantes, fluidez, linhas despojadas. A decoração da Adega faz-se com materiais rústicos onde impera a madeira de carvalho e o xisto.

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Créditos: Fernando Guerra

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Sala de entrada na Adega. Aqui ainda ao nível do solo. Créditos: Fernando Guerra

A zona técnica e a sala onde descansa o vinho da nova safra. Quem visitar a adega em setembro pode acompanhar todo o processo de produção. A seleção das uvas por casta e a vinificação por gravidade, ou seja, beneficiando da profundidade da estrutura, sem recurso a pressões ou bombeamentos.

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Créditos: Fernando Guerra

Créditos: Fernando Guerra

Chegamos a uma ampla sala onde se armazena 89 barris de madeira nova. Impera um silêncio solene num espaço onde não passa despercebido o enorme monólito rochoso incrustado na parede. Melhor dizendo, a parede é que se adaptou ao que a geologia formada há milhões de anos. O vinho descansa em tonéis de 225 litros.

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Créditos: Fernando Guerra

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“A Herdade do Freixo pode vir a tornar-se não só num destino de eleição do enoturismo mundial, mas também da arquitetura e ecoturismo. Pensamos implantar condições para a ornitologia. A propriedade nunca foi explorada o que propiciou uma fauna e flora preservadas. Por exemplo, temos, aqui, a Cegonha Negra”, diz-nos Carolina Tomé, responsável pelas vendas e marketing.

Créditos: Manuel Gomes da Costa

Créditos: Manuel Gomes da Costa

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Créditos: Manuel Gomes da Costa

Um dos objetivos da Herdade do Freixo é o de produzir vinhos que procuram a matriz dos néctares alentejanos, com estrutura, e corpo cheio. Neste caso, com um outro propósito, acrescentar-lhes frescura, mineralidade, elegância e boa evolução com o tempo.

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Pedro de Vasconcellos e Souza, administrador e enólogo dos vinhos Herdade do Freixo. Créditos: Manuel Gomes da Costa

 

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