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Montevidéu para gourmets, a evolução da gastronomia da capital uruguaia.


A gastronomia uruguaia vem dando o que falar. Estreou no 50 Best Americas, com dois restaurantes; ganhou do Michelin as primeiras estrelas de suas casas em três cidades; deu ao mundo dois dos chefs mais comentados no atual cenário gastronômico: Ignatio Mattos, com seu Estela, em Nova York e Matias Perdomo, com o Contraste, em Milão. E ainda foi adotada por Francis Mallmann, o mestre jedi das grelhas e das carnes. Nada mal para quem, há pouco tempo era conhecida apenas pelos asados e sanduíches como o chivitoe, o olímpico.

O ovo perfeito do restaurante Plantado.

Montevidéu assumiu a frente dessa vanguarda. Quem visita a capital uruguaia, se anima com a quantidade e a qualidade de bares descolados e restaurantes badalados e hotéis estrelados em sua área histórica. Mas nada disso é surpresa em uma região cercada de alguns dos vinhedos mais modernos da América do Sul, transformando-se em uma espécie de Bordeaux do nosso continente.

Detalhes da vinícola Juanicó, nas cercanias da capital uruguaia.

Entre os hotéis, destaque para um dos mais modernos da América Latina, o Hyatt Centric Montevideo, recém-inaugurado, modelo de hospedagem e uma das apostas gastronômicas de Montevidéu, com as iguarias criativas do chef Fabian Ruiz. É ele que está à frente dos expoentes da culinária do hotel, o Moderno Bar e o restaurante Plantado, de nível europeu tanto no ambiente quanto no menu. Entre os hotéis-boutique, destaque para dois 5 estrelas que dão conta da evolução turística da cidade, o Oliva, hotel-boutique na área sul da cidade, do lado do Golf Club do Uruguai. E o Casino Carrasco, em estilo neoclássico, com seu jeitão de hotel à moda antiga.

Para quem quer conhecer a cozinha nativa, duas sugestões. Uma, o Mercado del Puerto, com seu universo de parrilhas, com a especialidade-símbolo do Uruguai, o asado, uma coleção de carnes e embutidos que crepitam à frente do cliente e são servidos em porções sob demanda, preparados à minuta, em porções e preços populares. No outro extremo, a outra sugestão, os ingredientes locais explorados pelo Café Mestizo, restaurante estrelado pelo Michelin pelo serviço e pela sua coleção de carnes finas e frutos do mar.

Em torno de Montevidéu, as opções se multiplicam quando o assunto é vinho. Entre os tintos, o tannat se estabeleceu como uma a uva nacional, em torno da qual se estabeleceram vinícolas como a Juanicó, a H.Stagnari, a Bouzas, a Carrau que tem em seu Amat um dos vinhos varietais feitos à base da uva. Todas abertas a visitas (algumas sob reserva), a um raio de meia hora da cidade.

Vitral na vinícola Juanicó

O caso de amor entre o chef Francis Mallmann e o Uruguai é emblemático. Ele acaba de assumir o restaurante El Garzón, na vinícola do mesmo nome, meia hora ao norte de Montevidéu. Ele, que já fora responsável pela ascensão da gastronomia argentina –, foi o primeiro sul-americano entre os dez primeiros do 50 Best Restaurants – e pelo mítico livro SieteFuegos, muda-se de malas e bagagens para o país vizinho e rival, em mais uma demonstração de vitalidade e vanguarda de Montevidéu.

O tinto Don Pascual Tannat, da Juanicó.

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