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Mandarin Londres


Mandarin Londres

Uma das marcas dos hotéis da rede Mandarin Oriental é o investimento que fazem na gastronomia. Há casos como os de Pierre Gagnaire, que contribui com a coleção de estrelas de Las Vegas, a quarta cidade do mundo mais bem cotada no Guia Michelin. E há casos como os do Noma, eleito duas vezes o melhor restaurante do mundo, que conta agora com seu chef à frente do Mandarin Oriental de Tóquio. Em Londres, há dois casos em um só. No belo prédio do hotel da rede, há dois dos chefes mais famosos do mundo em casas diferentes. Um deles, com o janelão aberto para o Hyde Park, é o Dinner, do chef inglês Heston Blumenthal, que chegou a vencer Ferran Adrià em votações ao redor do mundo. O jantar é o mais concorrido, mas o horário de almoço vem correndo com força exatamente pela vista. A luz transforma o cenário dos pratos que têm receitas tiradas de livros do século XVIII.

É o caso do admirável mutton broth (caldo de carneiro), oferecido como entrada. Reduzido, intenso, levemente adocicado, servido com sweetbreads (as delicadíssimas molejas) e uma gema pochée de ovo caipira (free range), que se estoura entre os cubos de legumes crus. Entre os pratos principais, mais simplicidade, seja no filé de Aberdeen angus com ketchup de cogumelos (original, sem tomate) e batatas fritas. Ou no imenso bife de costela de porco Black Foot, o pata negra da ilha. Na sobremesa, um triplo golpe de sabores e texturas: o sorvete de pudim de pão (toffe), na sua função de mais fino dos caramelos, e massa de tarte tatin. É a Renascença de Heston. Do outro lado do hotel, outra estrela brilha: a do chef francês Daniel Boulud, responsável hoje por boa parte das estrelas da gastronomia de Nova York. No seu Bar Boulud, ele exercita sua criatividade sobre clássicos franceses com uma dose a mais de descontração, especialmente no ambiente, em estilo neo-bistrô. Nas entradas, uma das marcas de sua seriedade, as terrines, presuntos, patês e salsicharias em degustação, resultado de um dos maiores maîtres-charcutiers do mundo, Gilles Verot.

Entre os pratos principais do Bar Boulud, executados por outro homem de confiança de Boulud, o chef Dean Yasharian, clássicos de brasserie, do steak tartare e dos escargots à la bourguignonne até o coq au vin. Mais descontração em um cardápio versátil, que atende desde a alta exigência por um caviar beluga até uma das especialidades que tornaram Boulud famoso em Nova York: seus hambúrgueres.

Famoso em Nova York: o hambúrguer do Boloud; no alto, estrelas na cozinha aberta do Dinner, de Heston Blumenthal, no Mandarin Oriental de Londres.

No capítulo da sobremesa, o coulant au chocolat (o verdadeiro petit-gâteau) e a mousse invertida de abacaxi estão entre as melhores versões de cada uma das especialidades em todo o planeta. Por fim, o refinamento do Mandarin Oriental de Londres não poderia deixar de lado o mítico chá das cinco no Rosebery, com direito a ervas e tisanas preparados no ato com os mais finos ingredientes asiáticos de denominações de Índia, China e Sri Lanka. Fora da hora do chá, a casa dedicase a outro refinamento que agradaria a qualquer rainha: um bar à champagne com raridades como o Thiénot, o Ruinart e o Comptes de Champagne, da Taittinger.

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