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Lavinia Vlasak


Recordações, dicas e até uma receita no perfil gastronômico da atriz.

Se o leitor se irrita com aquelas pessoas que comem alegremente, por prazer, e ainda mantêm a elegância, talvez seja melhor passar para próxima matéria. Na entrevista que fizemos com a atriz Lavinia Vlasak, ela se revelou uma gourmet tão dedicada quanto delicada, tão atenta quanto entusiasmada. E com um paladar lapidado desde a cozinha da família gaúcha até as experiências do tempo em que morou no Japão, passando pelos restaurantes do eixo Rio-São Paulo. Tudo isso mantendo a linha. “Mas o prazer tem seu preço – eu malho pra comer”, revela a atriz, que nos falou sobre as suas preferências nos pratos e nos copos, com uma sabedoria de quem costuma por a mão na massa – literalmente – e curtir suas próprias fórmulas para comer bem, dentro ou fora de casa.

Quais as suas aventuras na cozinha?

Adoro cozinhar. Em casa, preparo desde arroz selvagem com camarão e cogumelos até um cheesecake fora de série. Meu marido é que cozinha bem demais. Ele prepara um risoto al funghi divino e um espaguete à carbonara como nunca experimentei em lugar nenhum no mundo.

Em que momento essa paixão despertou?

Desde pequena. Eu me lembro de ficar curiosa com as coisas que a minha mãe comia. Uma vez, preparou um chouriço espanhol e eu não resisti – pedi pra experimentar. Ela ainda ponderou: “Filhinha, é uma salsicha feita com sangue”. Não teve jeito. Nunca mais me esqueço do sanduíche que ela preparava com aquele chouriço com cebolas e servia no pão francês.

E os pratos mais fortes, você encarava?

Aprendi a comer de tudo. Até hoje, posso chegar a um restaurante e pedir dobradinha, rabada, feijoada ou língua, especialmente se for defumada.

O que você não pede de jeito nenhum?

Aves. Não é um problema com o sabor. É com o bicho mesmo. Dá aflição. Já tive de fazer uma mentalização pra comer um magret de pato, me convencendo de que era um filé malpassado. Agora, tem uma coisa que eu peço sempre ao garçom: pra tirar o coentro de qualquer prato que venha pra mim.

Qual o seu lado doce?

O brigadeiro e o doce de leite. E o crepe de chocolate amargo do Chez Michou. Na minha infância, os churros da porta do colégio.

Quais os vinhos que você nunca esqueceu?

Os sauternes, seja na sobremesa ou com o foie gras, o Far Niente, que é um vinho americano, o Montes Alpha, chileno. E tem um vinho frisante, da região do Vinho Verde, no norte de Portugal. Mas o vinho inesquecível foi o Veja Sicilia que tomei no El Bulli, o restaurante do Adrià. No dia em que senti que estava grávida do meu filho Felipe.

O que você considera alta e baixa gastronomia?

Comer é um prazer em qualquer uma das situações. Seria algo do gênero “prato bom é prato cheio”. Existe o momento refinado, em que participamos de experiências e momentos especiais, como o do foie gras. Mas tem a hora de comer uma picanha suína e de comer uma pizza em pé no La Veronese, em Copacabana. Ou petiscar, como os bolinhos de mortadela com mostarda de raiz forte, do Astória, restaurante do meu marido e do meu cunhado. Amo mortadela.

O que você não pede de jeito nenhum?

Aves. Não é um problema com o sabor. É com o bicho mesmo. Dá aflição. Já tive de fazer uma mentalização pra comer um magret de pato, me convencendo de que era um filé malpassado. Agora, tem uma coisa que eu peço sempre ao garçom: pra tirar o coentro de qualquer prato que venha pra mim.

Qual o seu lado doce?

O brigadeiro e o doce de leite. E o crepe de chocolate amargo do Chez Michou. Na minha infância, os churros da porta do colégio.

Quais os vinhos que você nunca esqueceu?

Os sauternes, seja na sobremesa ou com o foie gras, o Far Niente, que é um vinho americano, o Montes Alpha, chileno. E tem um vinho frisante, da região do Vinho Verde, no norte de Portugal. Mas o vinho inesquecível foi o Veja Sicilia que tomei no El Bulli, o restaurante do Adrià. No dia em que senti que estava grávida do meu filho Felipe.

Curte drinques em geral?

Adoro drinques com lichia ou morango. Mas se for caipirinha, a de tangerina. Tem também um bloody mary espetacular no Zazá, que é preparado não com vodca, mas com tequila. Curto também drinques de espumantes, como os de melão e morango do Astória.

Qual o seu top list dos restaurantes do Rio e de São Paulo?

Em São Paulo, o D.O.M., o Parigi, o Jardim de Nápoli, onde tem o melhor polpetone recheado do mundo. E um chinês, o Ping Pong, que tem petiscos espetaculates, inclusive um chamado “cabeça de leão”. No Rio, o Antiquarius, o Pré Catelan, o Olympe e, claro, o Astória. E o Sushi Leblon, onde destaco o sushi de ovos de codorna e o ussuzukuri de peixe branco com pimenta-de- biquinho.

Falando em sushi, como foram as suas experiências no Japão?

Morei em Tóquio e come-se muito bem por lá. Tinha amigas que me davam ajuda, mas gostava de fazer as minhas próprias experiências. Adorava ir aos supermercados e ver coisas do mundo inteiro, tudo muito fresco. Você podia levar ingredientes já prontos, mas deliciosos, da carne de caranguejo até o limão já espremido. Mas volta e meia batia uma saudade e ia a um mercado de produtos brasileiros, onde tinha de leite condensado à feijoada em lata.

Qual o seu lado trash?

O McDonalds. Tenho até algumas técnicas, como rechear o sanduíche com a batata frita. E uma dica para quem for trash mesmo: se você molhar a batata frita levemente no sorvete de creme, fica igual a um churro.

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