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Gourmets a bordo.


Até quando teremos de cruzar os sete mares para ter acesso a todas as grandes cozinhas que os cinco continentes nos oferecem? A resposta, claro, é “nunca mais”. Mas a réplica chegou de forma criativa, em abril, com o lançamento de um cruzeiro dedicado aos gourmets, com a chegada às águas de um dos mais elegantes navios que a tecnologia moderna pode proporcionar a quem preza o bom gosto e o gosto bom, o Norwegian Bliss.

Texto e fotos – Pedro Mello e Souza

E a Eatin’Out esteve lá para provar tudo o que foi prometido, a partir do embarque do deque de Nova York: um leque de restaurantes finos, steak houses, bares, diners, cantinas de pizzas, wine bars, brew pubs, cocktail joints e asian stations como poucas capitais do mundo jamais saberão proporcionar a quem quer navegar nas águas mansas do paladar.

 

É sair da cabine e começar o festival de sabores já nas primeiras horas da alvorada. No complexo do café da manhã, a mostra de que o navio não dorme. Um exército frenético de cozinheiros oferece opções para todas as tendências e afirmações, do típico english breakfast, com direito aos fundamentais ovos com bacon aos caldos com massa, com direito a ramens e suas variações, com os quais japoneses, coreanos e chineses purificam o início do seu dia.

A salada de lagosta com dois melões.

Na sequência, as piscinas são o destino certo, com estações frenéticas de coquetéis de todas as inspirações – inclusive as não alcoólicas – das bebidas quentes, com direito a variedades que vão das margueritas às bem executadas caipirinhas. Não as customizadas, mas aquelas feitas por bartenders brasileiros, da gema. Em outro extremo do paladar, os espumantes trazem o sorriso do sol enquanto brilhar no céu.

 

Na proa, vizinha às piscinas, o serviço prossegue pelo almoço com eterna alma de brunch, com o sortimento de sonhos para todos os marujos amantes dos frutos do mar. São king crabs, camarões de todas as procedências, salmões com todas as merecidas guarnições. E suas variações, como os risotos, as massas, os refogados no wok. E, claro, sushis e sashimis reluzentes para o petisco, fazendo frente aos sortimento de cheeseburgueres de todos os níveis, dos mais tradicionais aos desafiadores, com molhos e guarnições inspiradas nos destinos do barco, os cinco continentes.
À tarde, com a brisa comandando o convés, os cocktail bars, localizados ao longo dos 300 metros de passarelas que cruzam o barco de proa a popa começam a comandar o clima. Os mesmos clássicos dos coquetéis passam a rivalizar com vinhos brancos e tintos. Ali, começa a prevalecer um rótulo que dedicou parte de seu espírito criativo ao Norwegian Bliss, o da grife Robert Mondavi. É o momento em que a gastronomia entra em cena com seu time principal.

O vinho branco de Robert Mondavi.

Mais um detalhe: todos os restaurantes estão abertos aos passageiros. Mas, ao contrário dos cruzeiros à antiga, o gourmet pode variar a sua mesa e, melhor ainda, o seu horário. Como em qualquer grande epicentro mundial da gastronomia, a reserva é um código de educação e uma garantia de conforto. Que o digam os concierges dos restaurantes internacionais, inclusive o Le Bistro, de inspiração francesa, impecáveis no bar, na recepção, na mesa, na sobremesa. Insistimos: a reserva é fundamental, especialmente quando a intenção é partir para a grande mesa depois do espetáculo do teatro, no melhor estilo da Broadway, dos Jersey Boys.

O refinamento na riqueza no detalhe dos pratos.

Mas opções não faltam. Há a descontração do Texas Smokehourse, onde dois tipos de espetáculo dão sequência à animação. Defumadas com lenha de nogueira, carvalho e noz pecã, as carnes cozidas lentamente ganham sabores que poucos conhecem de verdade. Na entrada, tacos, nachos e os vinhos adequados, próprios para o calor da culinária tex-mex, com direito a presuntos naturais curados, jalapeños em conserva, cheddars frescos e o mítico mac-n-cheese. No fim o tradicional pudim de pão em molho de whisky.

Nachos no Texas Steakhouse.

Depois do show, se a ideia é leveza, há um restaurante japonês especializado em teppanyakis, o Coco, doceria que traz o sonho final para o vício em açúcar, o serviço 24 horas. No The District Brew House e no The Cellars, o wine bar com assinatura da família Mondavi, mito em Napa Valley. Cervejas artesanais e os vinhos profissionais espalham-se em cartas fartas e animadas, estrategicamente próximas de outras estações de snacks e pratos rápidos, para que todos aproveitem ao máximo as experiências em um dos mais vastos cardápios já reunidos em um só núcleo.

Para queimar as calorias que o gourmet já se habituou a adquirir em qualquer experiência gastronômica, o Norwegian Bliss conta com uma pista de corrida e spa 24 horas. E durma bem. Mas apenas o suficiente para que, no dia seguinte, toda a grande maré gastronômica se renove.

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