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2014 – O ano do Copo


Os vinhos que transformaram o Brasil em uma das vitrines do refinamento no mundo dos vinhos.

Pedro Mello e Souza

Para alguns vinhos, o novo ano é promessa de novas safras e antigas tradições – e, por mais que sejam conhecidas, sempre surpreendem. Alguns dos grandes rótulos da atualidade empenharam suas agendas com um esforço especial: apresentar essas novidades ao Brasil, um mercado que se tornou chave pela sua evolução, tanto na mesa quanto na carteira. O resultado foi um calendário que chegou em inglês, em francês, em castelhano, em italiano, agendados por personagens que contribuem com a história do vinho, mas que, em alguns casos, jamais tinham descoberto as Américas, como no caso de Marc Rochar, do Château Musar, ou de Nicole Snozi, da Laurent-Perrier. Mas diferentes daqueles que já tinham o Brasil como destino certo de suas marcas, como a Pio Cesare e a Almaviva. 

Alma (sempre) Viva
Se cantaram por toda a parte é porque a tanto lhes ajudaram o engenho e arte. E arte não falta a uma joint-venture Eat26---Vinhos---Chile---Almaviva-1998-1997-01-(FOTO-Pedro-Mello-e-Souza)-(1)em que estejam presentes as tradições e o savoir-faire dos barões Rothschild, que montaram uma das maiores lendas do Novo Mundo desde o Julgamento de Paris: a Almaviva, em parceria com a Concha y Toro. Todas as merecidas pompas e circunstâncias, bem conhecidas no Brasil, ganharam, em São Paulo e no Rio de Janeiro, uma degustação histórica: uma vertical com seis safras emblemáticas, que mostraram colheitas distintas e a progressiva transferência da cultura para o mundo orgânico. Em comum a todos eles, a elegância, a estrutura e, especialmente, a acidez soberba e os taninos vibrantes, um dos fatores da longevidade, inclusive nas safras de 1998 e 2001. Ou nas mais novas, como as safras de 2005, 2007 e 2009, as mais novas da degustação, que já chegam ao mercado medalhadas por notas 95, 93 e 96, respectivamente, segundo Wine Spectator, que seguiu as pontuações de Robert Parker, o crítico que se tornou vetor de bons investimentos para o mercado futuro dos bons copos. Estes, inclusive.

 

Alexandra-Laurent-Perrier
Foi um evento simultâneo em sete países no mundo. O Brasil foi um deles. E o Rio foi escolhido para o lançamento mundial da cuvée Alexandra, um champanhe rosé do mais alto extrato da Laurent-Perrier. Para quem já conhecia a fineza da cuvée Grand Siècle, a fineza do rosé pode não ser surpresa, mas é encantador. “Alexandra é um rosé de cinco anos de maceração, não de assemblage, como costuma-se fazer na região, e requer uma qualidade superior das uvas”, explicou Nicole Snozzi, embaixadora da maison, a respeito do vinho, que combina uma parte de chardonnay para quatro partes de pinot noir, que transmite a estrutura, as notas frutas (e flores) vermelhas e uma grande personalidade de nariz e boca. O rótulo é uma homenagem a uma das filhas de Bernard de Nonancourt, que casou-se na época do lançamento da safra de 1987 e batizou o rótulo, que chega ao Brasil em sua edição comemorativa, em estojo de madeira, pela importadora Inovini.

 

 

O 100 da Fonseca-Fonseca
Veremos Portugal disputando mais uma de suas muitas copas. Formalidade, já que, em muitos copos, não há disputas. É caso da Casa Fonseca. Poucos rótulos colecionam tantas notas máximas, os cobiçados 100 pontos do crítico Robert Parker, quanto as séries dos vintages de portos da vinícola. Mas a festa de suas conquistas não abalam a garra de seus proprietários. Um deles, Adrian Bridge esteve no Brasil para comandar, pessoalmente, uma degustação vertical de safras históricas, em evento que só acontecia na Inglaterra ou na França. E trouxe na bagagem um dos rótulos que valeram à Fonseca uma exclusividade: é a única a conquistar (e foram quatro vezes) os 100 pontos pela revista americana Wine Spectator, que elegeu a safra de 1994 como a melhor de sua lista, em 97. Generoso e poderoso, redondeza e largueza, com todos os aromas regulamentares, como o café e o cacau – ou menos, mas igualmente encantador, como o caramelo ao sal.

 

 

Altíssima gamaRiserva-del-Fondatore
Conheçam Giulio Ferrari. É um artesão de spumante superior a grandes referências de Champagne e que já bateu grandes cuvées de marcas como Krug e Pol Roger. Não é tarefa fácil para um vinho da região do Trentino, norte da Itália, mas preparado com o método clássico, que proporciona um vinho de elegância e equilíbrio, de estrutura impecável, sem qualquer aresta, sem qualquer amargor, e com nariz e boca de puro caráter champenois, com seus brioches e leveduras quase no dente, reflexos da autólise, que, explicaram, resulta de quase 12 (sim, doze) anos de exposição a mostos e levedos. É como queria Giulio Ferrari, que não tinha relação com a marca de automóveis, mas que montou uma igualmente cobiçada grife do mundo dos espumantes, que passa, agora, a integrar o círculo exclusivo da “Fondazione Alta Gamma”, uma série de produtos italianos de altíssimo padrão, ao lado de referências como Bulgari, Fendi e Versace.

 

 

Fides na mesa de PioPio-Cesare-Fides---FOTO-Pedro-Mello-e-Souza
Nos últimos três anos, ele esteve no Brasil pelo menos quatro vezes. Ou três, se contarmos um voo da época que um vulcão na Islândia impediu a Europa de decolar. Mas Pio Boffa é renitente e um dos produtores mais entusiasmados com o Brasil. Um dos vinhos que sempre está na sua mesa de degustação é o Fides, que a revista inglesa Decanter acaba de colocar como um dos melhores de 2013. Vibrante e corpulento como todos os barberas são, não importa a idade. E trazem sempre as suas notas equilibradas de barricas e taninos e suas notas de baunilha e maciez na boca. O premiado foi o 2010, que chegou agora. Na época, provou-se o 2009, já complexo, com aromas que iam das frutas ao chocolate.

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